A impressão é a de que pessoas são capazes de fazer sacrifícios, mas as instituições que as pessoas criam, não. Um exemplo óbvio que me ocorre é o do comportamento de diversos católicos durante a 2ª Guerra Mundial, que correram riscos para salvar vítimas do nazismo, em oposição à atitude, abjetamente invertebrada, da Igreja.
Mas essa dicotomia não é só católicos/catolicismo. Ela aparece em diversos contextos e em diversos lugares: indivíduos morrem para não trair seus princípios. Instituições - igrejas, Estados, empresas, fundações, partidos, etc. - criadas para defender princípios preferem vê-los morrer a deixar de existir.
Suponho que haja uma razão darwiniana para isso. Digo, ums instituição disposta a dar a "vida" por uma causa cedo ou tarde acaba dando mesmo, enquanto outra, disposta a fazer tudo para continuar existindo, continua existindo.
Da onde se conclui que a instituição mais eficiente de todas é a que tem por objetivo a própria perpetuação. Isso é memética, por acaso?
terça-feira, 10 de junho de 2008
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2 comentários:
Olá!
Adorei o blog!
Adorei a esculhambação das idéias!
Abraço!
Obrigado, Rose!
Apareça e traga os amigos...
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