
As duas Voyagers continuam a enviar dados para a Terra, mais de 30 anos após o lançamento. Esse feito em si já é notável, mas o que sempre me impressionou mais nessas duas sondas foram os discos dourados que transportam -- e que serão, possivelmente, o último testamento da humanidade.
Se o homem fracassar em se espalhar pela galáxia -- o que, dada a absurda falta de competência de nossa espécie, me parece extremamente provável -- esses dois discos conterão praticamente toda a informação que o universo jamais terá sobre nossa existência.
Nossas transmissões de rádio e televisão, claro, também viajam pelo espaço, mas elas requerem decodificação; os discos também, mas eles levam as instruções junto.
Se o homem fracassar em se espalhar pela galáxia -- o que, dada a absurda falta de competência de nossa espécie, me parece extremamente provável -- esses dois discos conterão praticamente toda a informação que o universo jamais terá sobre nossa existência.
Nossas transmissões de rádio e televisão, claro, também viajam pelo espaço, mas elas requerem decodificação; os discos também, mas eles levam as instruções junto.
(Há ainda as placas das Pioneers 10 e 11, mas os discos das Voyagers são muito mais vívidos e completos)
Quando o sistema solar não for nada além de cinzas e pó, os discos ainda existirão. Para além do "wishful thinking" mesquinho das religiões, essas duas máquinas do século XX são nossa única real chance de eternidade.
Quando o sistema solar não for nada além de cinzas e pó, os discos ainda existirão. Para além do "wishful thinking" mesquinho das religiões, essas duas máquinas do século XX são nossa única real chance de eternidade.
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